Tony Elumelu defende o Africapitalismo como a solução para o desenvolvimento de África

MARRAQUEXE, Marrocos, June 3, 2013/African Press Organization (APO)/ — A beneficência e a ajuda falharam em África e cabe agora aos empresários africanos impulsionar a agenda de desenvolvimento do continente.

Photo: http://www.photos.apo-opa.com/plog-content/images/apo/photos/ronald-s-lauder-founder-robert-s-lauder-foundation—donald-kaberuka-president-african-development-bank-group—toe.jpg (Esq.-Dir.: Ronald S. Lauder, fundador, Robert S. Lauder Foundation; Donald Kaberuka, Presidente, African Development Bank Group; e Tony O. Elumelu, Presidente, Heirs Holdings, na Reunião Anual do Conselho de Governadores do African Development Bank, em Marrocos, a 28 de maio)

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Foi este o fio condutor do discurso de Tony Elumelu, descrito por muitos como “poderoso”, proferido na Reunião Anual dos Governadores do African Development Bank (AfDB), realizada em Marraquexe, Marrocos. O discurso foi seguido por um debate moderado pelo apresentador da BBC, Zeinab Badawi, com Ronald Lauder, fundador da Ronald S. Lauder Foundation.

Elumelu desafiou o público a considerar uma nova abordagem ao desenvolvimento de África – uma abordagem que envolva o setor privado e que seja capaz de dar origem a um ecossistema económico que reitere todo o tipo de desenvolvimento sustentável. Chamou a esta nova abordagem “Africapitalismo”, uma filosofia económica que afirma que o setor privado pode resolver os desafios mais prementes de África através de investimentos a longo prazo, que criem prosperidade económica e riqueza social.

Perante um público global composto por ministros das finanças africanos, governadores de bancos centrais, CEOs e executivos de instituições financeiras de desenvolvimento global, bem como líderes de negócios africanos, incluindo alguns antigos presidentes, parceiros de desenvolvimento e instituições filantrópicas globais e africanas, Elumelu falou sobre o fracasso das intervenções de desenvolvimento tradicionais que caracterizaram o desenvolvimento em África no passado.

O presidente do African Development Bank, Donald Kaberuka, descreveu o discurso como “rico em qualidade humana e compaixão” e reconheceu-o como um “desafio à riqueza africana interna, quer seja através de multimilionários ou pequenos homens de negócios, para investirem em África.”

Elumelu, que é Presidente da Heirs Holdings (http://www.heirsholdings.com), uma empresa de investimento privada e fundador da The Tony Elumelu Foundation, apelou ao setor privado para que assuma a responsabilidade do desenvolvimento utilizando a sua experiência pessoal no United Bank for Africa (UBA).

Apresentou um caso empolgante para o Africapitalismo narrando a história de como um investimento de 5 milhões de dólares no UBA, há 17 anos, se transformou numa instituição financeira pan-africana e multinacional, que criou cerca de 25 000 empregos, gerou riqueza em comunidades em toda a África, expandiu as finanças para o comércio, criou uma infraestrutura financeira mais forte para o investimento e o crescimento económico, pagou impostos a governos nacionais e locais para o apoio de serviços públicos e deu a milhões de clientes o controlo sobre as suas próprias finanças.

Comparou esse investimento ao fluxo anual de ajuda de instituições de beneficência a África – muitas vezes mais o investimento de 5 milhões de dólares que deu origem ao UBA – para mostrar que o envolvimento do setor privado foi uma forma muito mais eficaz e superior de enfrentar os desafios de desenvolvimento de África. O recente investimento de 300 milhões de dólares da empresa de investimento (a Heirs Holdings) de Elumelu numa central elétrica na Nigéria foi outro exemplo de como o investimento a logo prazo e orientado para os lucros pode trazer o desenvolvimento para África.

Elumelu mencionou outros visionários estratégicos que também desempenharam um papel importante no fomento do desenvolvimento do continente através dos seus investimentos empresariais: Aliko Dangote e Mike Adenuga na Nigéria, Lucien Ebata na República Democrática do Congo, Reginald Mengi na Tanzânia, Patrice Motsepe na África do Sul, Kofi Amoabeng no Gana – estes são empresários que criam dezenas de milhares de empregos, colocando o poder nas mãos dos indivíduos, das famílias e de comunidades inteiras.

Num repto aos empresários e líderes de negócios do continente que ainda não abraçaram o Africapitalismo, desafiou-os a “tomarem a iniciativa” e começarem a investir deliberadamente em setores estratégicos que fomentem o desenvolvimento.

“Temos de nos afastar do pensamento a curto prazo. Temos de investir em horizontes temporais medidos em décadas e não em trimestres fiscais. Temos de parar uma prática de extração de riqueza sem voltar a investir no crescimento. Devemos construir indústrias e produções nacionais estratégicas para apoiarmos as nossas economias nacionais e o crescimento do comércio no seio africano”, afirmou.

Em conclusão, Elumelu apelou às comunidades filantrópicas e de beneficência de África, aos bancos de desenvolvimento e aos investidores privados para que abracem a filosofia do Africapitalismo e reconheçam que o papel do setor privado no fomento da prosperidade económica é a solução para o desenvolvimento.

“A prosperidade económica é o presente mais precioso e duradouro que podemos dar a um continente com os nossos desafios. Temos de apoiar soluções que sejam catalisadoras e sustentáveis. Esse deve ser o derradeiro objetivo da nossa missão de “desenvolvimento”.

Distributed by the African Press Organization on behalf of Heirs Holdings.

O discurso na íntegra está disponível para transferência em: http://tonyelumelu.com/content/tony-elumelus-speech-given-african-development-banks-annual-meeting-morocco

Contacto para a comunicação social :

Moky Makura

Director, Marketing & Corporate Communications

Heirs Holdings

moky.makura@heirsholdings.com

+234 1 277 4641-5

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